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Matheus Bagaiolo 

SÉRIE: EKPYROSIS

SÉRIE: HIPERROMANTISMO DO VÁCUO

sobre.

Santiago Segundo é escritor e artista visual, pseudônimo de Matheus Bagaiolo Raphaelli. Sua produção transita entre a literatura e as artes plásticas, buscando fundir absurdismo e expressionismo em investigações que articulam matéria, linguagem e pensamento.

 

Mestre em Literatura e Crítica Literária, publicou em 2017 o romance Estômago. Entre 2018 e 2022, cocriou, editou e escreveu na revista USO – do clássico ao vulgar, dedicada à intersecção entre literatura e artes visuais.

 

Em sua prática artística, desenvolve um trabalho atravessado por referências filosóficas como Heráclito e Nietzsche, bem como por cosmologias do incêndio, investigando a impermanência como fundamento estético e existencial. Sua pintura parte de um impulso trágico: afirmar a vida ao mesmo tempo em que reconhece a tensão inerente à criação de forma — gesto que fixa, ainda que provisoriamente, o fluxo.

 

Utiliza reações químicas, pigmentos minerais e processos erosivos que tensionam o limite entre controle e acidente, onde a intuição opera como força geradora e como possibilidade de superação do niilismo passivo. Nesse contexto, a potência ígnea emerge como princípio de transformação e imanência — uma busca pela transmutação do negativo em positivo.

 

Em 2025, participou da exposição Dois Mundos em Residência, no Ateliê Galeria Priscila Manieri, apresentando trabalhos desenvolvidos durante sua residência artística em Brelingen, Alemanha, além de obras da série EKPYROSIS. Em 2023, integrou as exposições coletivas Expoartesp e Illegal.

 

O pseudônimo também foi permissivo na abertura de caminhos e na relação com os riscos indissociáveis das experimentações processuais. Santiago Segundo exerceu seu destino em uma travessia do niilismo, encontrando, nos cafundós da rejeição, a possibilidade de transmutação.

 

Hoje, Matheus Bagaiolo passa a assinar sua produção, dando continuidade a essa pesquisa e aos caminhos da impermanência, erosão e gesto — não como ruptura, mas como desdobramento.

 

Bagaiolo vem de Bagagliolo, derivado de bagaglio — bagagem, em italiano. E, como toda bagagem, traz consigo o peso e o impulso da travessia: aquilo que carregamos, aquilo que deixamos para trás e aquilo que ainda está por ser coletado e modificado.

 

Kafka, objeto de estudos do meu mestrado junto a Nietzsche, diz algo que se aproxima dessa passagem e do próprio nome:

“O verdadeiro caminho passa por uma corda que não está esticada no alto, mas logo acima do chão. Parece mais destinada a fazer tropeçar do que a ser trilhada.”

 

O fato é que caminhamos sempre.

Autoretrato em Brelingen_edited_edited.jpg

contato.

T +55 11 991957636

instagram: @matheusbagaiolo

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